A ameaça do ransomware no Brasil atingiu um novo patamar de criticidade organizacional. Segundo o recém-divulgado Acronis Cyberthreats Report, o país saltou para a terceira posição global entre os maiores alvos de ataques cibernéticos de sequestro de dados.
O levantamento aponta que o risco cibernético no cenário nacional deixou de ser um problema pontual para se tornar uma ameaça sistêmica à continuidade de negócios. O vetor inicial continua sendo os ataques por e-mail, que cresceram 16% por organização, com o phishing responsável por 83% das infecções bem-sucedidas.
Um fator preocupante destacado no relatório é o rápido avanço tecnológico do cibercrime. Verificou-se que cerca de 80% dos operadores de ransomware em atividade já incorporam recursos de inteligência artificial generativa e automação para escalar a personalização de suas armadilhas e dificultar a detecção.
Especialistas ressaltam que o mercado corporativo brasileiro precisa tratar a segurança da informação como parte indissociável da gestão de risco geral. A implementação de arquiteturas Zero Trust, a manutenção de backups imutáveis offline e as frequentes simulações de phishing corporativo são hoje as medidas de higiene digital mínimas exigidas.
Sistemas Afetados
- Plataformas de colaboração
- Serviços de e-mail corporativo
- Redes locais vulneráveis
Fonte: Tribuna / Acronis
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